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Apresentação

Este blog nasceu no blog Janela das Loucas, onde assinava "Diva Latívia". Ali permaneci durante muito tempo, como autora principal das crônicas do blog. Redescobri que escrever é vital pra mim, guiada e editada por Abílio Manoel, cantor, compositor, cineasta e meu querido amigo. O Janela das Loucas não existe mais, Abílio foi embora pro Céu. Escrevo porque tenho esse dom divino, mas devo ao Abílio este blog, devo ao Abílio a saudade que me acompanha diariamente. Fiz e faço deste blog uma homenagem a aquele que se tornou meu irmão, de alma e coração. Aqui o tema é variado: cotidiano, relacionamentos e comportamento, em prosa e versos.







29 de set de 2010

INFINITO AMOR


Escrevi centenas de textos no blog Janela das Loucas e também aqui, no meu blog. Entre todos, este aqui é o meu preferido. Já publiquei anteriormente, desta vez dedico "Infinito Amor" aos Anjos. Se for amor, que seja vivido até o fim, sem fim!

Já fazia muitos anos que eles não se encontravam. A última lembrança que tinha era a porta da casa dele batendo atrás de si. Nunca mais se viram.
Quando ela foi ao seu encontro, tanto tempo depois, em uma fração de segundos toda a história passou. Parecia um lindo filme em preto-e-branco. O primeiro beijo, a primeira noite, os finais de semana juntos, os primeiros planos.
O encanto foi interrompido quando ela o viu à distância, onde marcaram o reencontro. O mesmo cenário de tantos anos atrás. Lembrou-se da ausência inesperada. Isso intercalado com o sorriso dele, as palavras inesquecíveis que fizeram seu coração bater tão forte de felicidade. A briga que tiveram e o estampido da porta quase arrebentando.
Quando ele chegou a dois metros de si, o sofrimento já tinha tomado conta do seu ser. Um mal-estar imenso a invadiu. A sintonia desapareceu, pairou no ar e se desfez nas primeiras frases que trocaram. O sangue esfriou. Tudo o que conseguia lembrar era do adeus. O adeus! A porta gritando ensurdecedora e ecoando em seus ouvidos. O sorriso lindo se desfez. Enrugou a testa, tornou-se formal. Olhou-se no brilho dos olhos dele, viu-se solitária e triste.
Era ele! Estavam a poucos centímetros um do outro! Mas ela não estava ali, tinha viajado ao passado. Na bagagem todas as lágrimas que chorou. E chorou... E chorou...
O adeus mora no infinito, onde somente as almas podem estar. Hoje, eles adormecem e se encontram em sonhos. Ali não há portas, apenas há prosa e versos. É lá que o amor se realiza. Enfim, sem fim.

Um comentário:

Isis disse...

Eu já li esse texto várias vezes...e sempre me emociono demais...`
É um dos meus preferidos...triste, lindo..emocionante...
Eu estava afastada dos seus textos.....mas agora voltando, vejo que falta me fez....
Amo ler você !!!
Beijo

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