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Apresentação

Este blog nasceu no blog Janela das Loucas, onde assinava "Diva Latívia". Ali permaneci durante muito tempo, como autora principal das crônicas do blog. Redescobri que escrever é vital pra mim, guiada e editada por Abílio Manoel, cantor, compositor, cineasta e meu querido amigo. O Janela das Loucas não existe mais, Abílio foi embora pro Céu. Escrevo porque tenho esse dom divino, mas devo ao Abílio este blog, devo ao Abílio a saudade que me acompanha diariamente. Fiz e faço deste blog uma homenagem a aquele que se tornou meu irmão, de alma e coração. Aqui o tema é variado: cotidiano, relacionamentos e comportamento, em prosa e versos.







21 de out de 2010

NO DIVÃ OU NO TERREIRO?


Estava sentada na cozinha tomando uma xícara de café e pensando na vida.
O pensamento viajava pelos tópicos TOP-TOP: família, trabalho, grana ( falta de...), namorado que não apresenta a mãe nem com reza brava, o telhado da casa que precisa de reforma... Aí tudo recomeçava: família, trabalho... E, quando eu estava calculando quanto gastaria na reforma do telhado, escutei o seguinte de Maria José, minha cozinheira: - Xi, Dona Diva, isso é encosto!
Quase engasguei com o café. Já que tudo vira texto, quis saber detalhes sobre o tal do encosto. Quem sabe surgisse uma nova história para lhes contar?
- É a finada senhora sua mãe, Dona Diva, ela num qué que a senhora se case com seu Divo não!
Pobre Divo Latívio, sei que ele é um tanto complicado – homens são mesmo complicados -, mas a Mami não encostaria em mim, não dessa forma, claro.
- Sabe, Zezé, eu hoje não estou muito bem. Preocupada com as contas e com os problemas da casa.
- Isso é falta de sexo, Dona Diva. Seu Divo tá cumparicendo não?
- Que é isso Maria José? Te dei essa liberdade por acaso?
- Dona Diva, por que a senhora num participa daquele programa de televisão que dá uma casa nova?
A essa altura eu já tinha perdido as contas. Uma casa com quase 300 metros quadrados de área construída vezes milhares de telhas. O valor esqueci! Já estava com a calculadora em mãos quando fui novamente interrompida.
- Dona Diva?
- Diga Zezé.
- Sabe aquele médico que cuida de doente da cabeça?
- Psiquiatra?
- Esse mesmo. Por que a senhora não vai lá, deita naquele sofá e bota pra fora seus pobrema?
- Não estou doida, Zezé.
- Mas tá pobre, né Dona Diva?
Ela desapareceu da cozinha quando perdi a paciência.

Termino o texto com o diagnóstico feito pela Zezé. Sem dinheiro, sem conhecer a quase-futura-sogra, com o telhado pingando em mim, quiçá encostada pelo espírito de minha mãe. Pra completar tenho uma cozinheira que, além de preparar quitutes maravilhosos, recomendou um divã e um terreiro pra me livrar de encosto.
Creio que a solução ideal seria eu fazer macumba no telhado de casa.

4 comentários:

'Glenda Barros disse...

kkkkkkkkkk Diva! Essa dona Zezé é uma graça...
Rendeu uma historia muito engraçada, chorei de rir aqui...kkkkkkkk
To escrendo uma sobre divã, vou postar em breve no meu blog...te aguardo lá
beijos
tua fã

Cláudia disse...

Glenda,

Acompanho seu blog e admiro muito essa nova escritora que você é. Tão jovem, tem idade pra ser minha filha e tem um talento sensacional e muito raro. Vou sim ler seu novo texto!
Bj

Anônimo disse...

Diva,pra que conhecer sogra?Larga essa ideia de mão,a maioria é um atraso nas nossas vidas,vai ver que o Divo,ta querendo lhe poupar de dissabores.O resto se ajeita,é só ter paciência - o mundo está com falta de grana!

vivi

Cláudia disse...

Obrigada pelo comentário, Vivi!

Bj

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