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Apresentação

Este blog nasceu no blog Janela das Loucas, onde assinava "Diva Latívia". Ali permaneci durante muito tempo, como autora principal das crônicas do blog. Redescobri que escrever é vital pra mim, guiada e editada por Abílio Manoel, cantor, compositor, cineasta e meu querido amigo. O Janela das Loucas não existe mais, Abílio foi embora pro Céu. Escrevo porque tenho esse dom divino, mas devo ao Abílio este blog, devo ao Abílio a saudade que me acompanha diariamente. Fiz e faço deste blog uma homenagem a aquele que se tornou meu irmão, de alma e coração. Aqui o tema é variado: cotidiano, relacionamentos e comportamento, em prosa e versos.







3 de dez de 2010

O NATAL QUE SE APROXIMA






A decisão estava tomada: devido a "problemas técnicos", neste ano eu não comemoraria as festas de final de ano. Nada de Natal, nada de ano novo. Comprei três garrafas de vinho e planejei algo um tanto radical: bebê-las sozinha, dentro da casa que herdei de minha mãe. Sem ela, que partiu rumo ao Céu, sem a presença de Mr. Divo Latívio que insistia em aguardar o futuro para apresentar-me à família. Sem todo mundo, afinal Natal e Ano Novo as pessoas viajam, celebram com os parentes. Conformada, ou nem tanto assim, preparei o meu espírito pro pior: solidão.
As propagandas natalinas na TV, todas elas, eu procurei não assistir. Músicas ao estilo jingle bells, tentei não escutar. Quando fui ao shopping center, um senhor no papel de Papai Noel sorriu pra mim. Certamente, viajei mais uma vez em pensamento, admirei a sua estampa, e eis o motivo do sorriso do bom velhinho. Lembrei daquela tarde, no Mappin, extinto magazine que habitava a Praça Ramos de Azevedo, aqui em São Paulo. Minha mãe anualmente levava os quatro filhos para pedir presentes de Natal ao Papai Noel. Restou uma foto em preto-e-branco, um flash de felicidade. Naquele mesmo ano ganhei uma casinha de bonecas. Havia um soquete preparado para uma lâmpada pequenina. Meu pai tirou da árvore de Natal uma lâmpada azul e pronto. Minha casinha de bonecas estava "azulmente" iluminada. Todos os anos de minha vida existiu uma linda árvore de Natal, com uma lâmpada azul, doce lembrança de infância. A vida não foi nada fácil, mas as árvores se sucederam umas às outras. Pinheiros artificiais, pinheiros naturais, enfeites novos e outros herdados dos avós e dos pais.
Neste ano, o Natal de 2010, não haveria uma árvore de Natal. Porém, meu namorado chegou em casa trazendo várias sacolas de compras. Cansado, mãos carregadas. Trouxe um pinheirinho natalino, enfeites dourados, um efeite iluminado pra janela e uma guirlanda. Tanto sofrimento já causaram em nossas vidas e, naquelas mãos, o esforço de quem espera felicidade. Aliás, merecemos a felicidade.
Assim começa o Natal. A árvore está lá, sendo arrumada pouco a pouco. Quando estiver pronta, deixarei aqui uma foto. Não estou sozinha, jamais estive e, agora eu sei: Papai Noel existe!
Luzes brancas, papel dourado, purpurina na pontinha do nariz. Amar transforma vidas. Meu desejo neste Natal é que todos amem, amem, amem, amem, amem... e amem!
Isso tudo faz com que eu volte no tempo, quando eu era uma garotinha e usava lacinho de fita nos cabelos. De certa forma, voltei a ser criança.

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