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Apresentação

Este blog nasceu no blog Janela das Loucas, onde assinava "Diva Latívia". Ali permaneci durante muito tempo, como autora principal das crônicas do blog. Redescobri que escrever é vital pra mim, guiada e editada por Abílio Manoel, cantor, compositor, cineasta e meu querido amigo. O Janela das Loucas não existe mais, Abílio foi embora pro Céu. Escrevo porque tenho esse dom divino, mas devo ao Abílio este blog, devo ao Abílio a saudade que me acompanha diariamente. Fiz e faço deste blog uma homenagem a aquele que se tornou meu irmão, de alma e coração. Aqui o tema é variado: cotidiano, relacionamentos e comportamento, em prosa e versos.







23 de mar de 2011

DOIS DEDINHOS DE PROSA COM DIVA LATÍVIA


Estava sentada com meu notebook no colo. Minha intenção era a de escrever um texto, falando da minha revolta. Essa coisa de Facebook, Orkut, MSN e toda essa parafernália virtual está cansando a minha beleza ultimamente. Sem a menor vontade de fazer bonito socialmente, não mais tenho vontade de papear com os amigos, senão pessoalmente. Estava escolhendo palavras para começar a história quando ela falou comigo.
- Oi, Cláu, como vai a minha autora?
Fiquei admirada. Diva Latívia estava online!
- Oi, Diva! Há quanto tempo, garota! Trouxe alguma boa história para contarmos no blog?
- Sai dessa, Cláu. Hoje não estou com a menor vontade de escrever.
- Então, com licença. Preciso escrever sobre meu saco cheio do Facebook.
- O Facecoisa?
- Isso mesmo.
- Hã... Sei... Brigou de novo com o namorado por causa da internet?
- Não seja bisbilhoteira, Diva!
- Agora tenho certeza, brigou. E brigou por causa do Facecoisa!
- Diva, você está atrapalhando o meu raciocínio!
- Sem querer provocá-la, cara autora, mas você não raciocina quando o assunto é o seu relacionamento.
- Psssssiiiuuuuu! Fique quietinha, estou escrevendo!
- Cláu, escreva aí: o namorado ideal deveria somente saber usar aquelas planilhas do Excel, jamais usar a internet. O namorado ideal não deveria ter amigos de cerveja, nem amigos virtuais e muito menos estar cadastrado no Facecoisa. Que tal isso, gostou?
- Diva, ele vai ler isso tudo e quem vai se ferrar sou eu!
- Não senhora, quem vai se ferrar sou eu, Diva Latívia, afinal você assina meu nome nesses textos.
- Acho que vou desligar o computador.
- Não! Espera!
- Diga, Diva.
- Ele tá paquerando no Facecoisa, é?
- Não sei, Diva. Ele mexeu em algo na configuração do Facebook, só posso ver que ele existe, mas não posso ler o seu mural, nem mais ver sua lista de amigos.
- Péssimo isso. Você, minha autora, suspeite que possa existir alguma vaca pastando no Facecoisa dele.
- Diva, acho que mudei de ideia. Vou escrever sobre o outono.
- Tá fugindo da raia, hein Cláu?
- Vou escrever sobre as folhas secas que cobrem o chão, tal e qual um manto dourado. O que acha, Diva?
- Poético e piegas. Melhor descer o pau no Facecoisa do Divo.
- Mas, se eu descer o pau, depois vou ter que voltar ao blog e escrever sobre fidelidade, poesias dramáticas, falar do quando dói uma saudade. E você assinará ao final. Não será então melhor eu falar do outono?
- Pensando bem, fale do outono. Mas, não fale de tapete dourado. Fale de outras coisas, por exemplo conte como é essa gripe filha da mãe que você apanhou no último dia das suas férias.
- Pensarei no assunto. Agora, com licença, vou continuar meu texto.
- Sem reclamar do Facecoisa? Eu adoraria ver o circo pegar fogo!
- Sem reclamar.
- Cláu, você não é mais a mesma!
- Vivendo e aprendendo, Diva.
- Beijo, Cláu. Tô indo.
- Beijo, Diva Latívia. Tchau!

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