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Apresentação

Este blog nasceu no blog Janela das Loucas, onde assinava "Diva Latívia". Ali permaneci durante muito tempo, como autora principal das crônicas do blog. Redescobri que escrever é vital pra mim, guiada e editada por Abílio Manoel, cantor, compositor, cineasta e meu querido amigo. O Janela das Loucas não existe mais, Abílio foi embora pro Céu. Escrevo porque tenho esse dom divino, mas devo ao Abílio este blog, devo ao Abílio a saudade que me acompanha diariamente. Fiz e faço deste blog uma homenagem a aquele que se tornou meu irmão, de alma e coração. Aqui o tema é variado: cotidiano, relacionamentos e comportamento, em prosa e versos.







29 de mar de 2011

OH, GRAMÁTICA!


Quando me perguntam quantos idiomas falo, penso duas vezes antes de responder. Heresia maior seria dizer que falo português. Idioma difícil, por mais que eu tenha estudado. Erro feio, especialmente quando aqui escrevo. Movida pela pressa, esta aliada à emoção, mando bala no teclado e, sem meu saudoso editor – Abílio Manoel –, lusitano autêntico e que tão bem corrigia meus deslizes gramaticais, cometo desatinos dignos de levar o Pai dos Burros ( dicionário) na cabeça.
Deveria saber inglês. Anos a fio de estudos, mal consigo entender o noticiário internacional na TV a cabo. Idem francês, que aprendi no colégio onde estudei. Restou I miss you, je t´aime. Quanto ao alemão, ficou apenas no sangue germânico, herdado de Mami. Quase esqueço o espanhol, esse transformo em portunhol facilmente. Buenos dias, Buenos Aires.
Portanto, caro leitor, escrevo mal, muito mal. Falo pior ainda. O meu infinitivo deveria ganhar uma passagem de ida sem volta para o infinito. E é lá no infinito que reside o amor. Amado infinitivo. Cadê a concordância verbal? Tropeçou na vírgula, mal colocada. E aquele travessão então?
Difícil mesmo é pensar em um palavrão. Não posso escrever palavrões neste blog. O que pensariam meus leitores se eu escrevesse que a vida está uma merda? Aliás, palavrão leve esse, na minha opinião.
Pra constar, pra ilustrar o meu currículo, falo inglês, espanhol e francês. Quando desembarquei nos USA tive um ataque de riso. Travei, não conseguia dizer sequer “I do”. Por sorte, a cada esquina há um brasileiro, afinal batatas fritas e brasileiros a gente encontra em quase todos os lugares.
Comecei este texto com a intenção de falar da palavra “saudade”. O sentimento mais puro e impotente que um ser humano pode experimentar. Ausência permanente ou temporária de algo ou alguém. Volto o pensamento ao infinito, onde a saudade mata a sua sede de presença.
Não gosto do dia 29. Todo dia 29 é a anti-comemoração ( esse hífem existe ou já morreu?), a antítese da celebração ( melhor assim), da minha felicidade e vontade de viver. Mami morreu no dia 29 de novembro de 2009. Abílio morreu no dia 29 de junho de 2010. Cismei com o dia 29. Não sou beata, mas todo raiar dos dias 29, peço a Deus que me proteja e a todos aqueles que amo. Penso nas minhas duas estrelinhas que partiram pro céu, uma após a outra. Dia triste, dia 29.
Quanto ao infinitivo, estou sem editor. Se você se habilitar, o cargo será seu. Quanto aos demais idiomas, aprendi algo interessante em minhas viagens: mímica resolve quase tudo. Dinheiro então, nem se fala: resolve tudo e mais alguma coisa. How much? Os olhos do comerciante gringo chegam a brilhar de satisfação.
Eis mais um texto. Uma sopa de letrinhas com restos de memórias, saborosa e que, assim espero, cairá redondinha na tela do computador desses leitores anônimos, que acompanham as aventuras e desventuras de Diva Latívia.

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