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Apresentação

Este blog nasceu no blog Janela das Loucas, onde assinava "Diva Latívia". Ali permaneci durante muito tempo, como autora principal das crônicas do blog. Redescobri que escrever é vital pra mim, guiada e editada por Abílio Manoel, cantor, compositor, cineasta e meu querido amigo. O Janela das Loucas não existe mais, Abílio foi embora pro Céu. Escrevo porque tenho esse dom divino, mas devo ao Abílio este blog, devo ao Abílio a saudade que me acompanha diariamente. Fiz e faço deste blog uma homenagem a aquele que se tornou meu irmão, de alma e coração. Aqui o tema é variado: cotidiano, relacionamentos e comportamento, em prosa e versos.







24 de ago de 2011

FILHO, AMOR INCONDICIONAL


Recebi, no Facebook, um convite para compartilhar uma mensagem bonita, que falava sobre o amor maternal, esse amor incondicional pelos filhos. Dizia ali que esta é a “semana dos filhos”. Não compartilhei a mensagem com os demais contatos, preferi assim.
Recostei-me na poltrona, meus pensamentos viajaram no tempo, há 25 anos mais precisamente. Viajei ao dia em que, com um pequeno pedaço de papel em mãos, li o que estava escrito em um teste de gravidez: positivo. Misto de êxtase e medo. Um filho comigo, meu, dentro de mim.
Dizia minha mãe que, desde o dia em que concebeu seus filhos, nunca mais adormeceu profundamente. Nunca mais almoçou sossegada. Nunca mais soube o que fosse ter paz no coração. Isso parecia cruel, mas ela dizia a verdade. Filho tira o sossego da gente, por maior que seja o amor, por mais bela que seja a maternidade.
Se o garoto atende o celular, a conversa é breve, ele não tem tempo. Se não atende o celular, fico inquieta, o que poderá ter ocorrido com ele? Se ele apresenta uma nova garota, imagino o quanto torço meu nariz, nenhuma mulher do planeta parece bonita o suficiente, inteligente o bastante ou capaz de fazer metade do que desejo de bom a ele. Se ele não apresenta uma nova garota, temo por sua ocasional solidão. Se ele fica resfriado, eu me preocupo. Se ele tem alergia. eu me preocupo. Se ele topa o dedinho, eu me preocupo. Se ele não almoça, eu me preocupo. Se ele sorri, meu coração se derrete. Se ele chora, meu coração se arrebenta.Tento adivinhar seus pensamentos. Tento esconder meus pensamentos. E eu, que há quase vinte e cinco anos pari meu filho, dou à luz diariamente o mesmo amor à primeira vista que me arrebatou: amor infinito, que não mede esforços, que nada espera senão que meu fruto vingue e siga toda a sua trajetória terrena de modo belo e justo.
Ser mãe tira o sono. Ser mãe é um desassossego. Esta semana não é a semana dos filhos. A vida toda é a vida dos filhos! Toda a vida, todos os dias, todas as semanas, todos os anos. Eternamente.
Para você, Gabriel. Instrumento da mais pura, bela e gratificante missão que recebi nesta vida: SER MÃE.

2 comentários:

Anônimo disse...

Sinto isso mesmo pelo meu filho que esta a 4 anos na minha vida.

Cláudia Cavalcanti disse...

Ter um filho é uma experiência linda e incomparável.
Obrigada pelo seu comentário, Anônimo!

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