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Apresentação

Este blog nasceu no blog Janela das Loucas, onde assinava "Diva Latívia". Ali permaneci durante muito tempo, como autora principal das crônicas do blog. Redescobri que escrever é vital pra mim, guiada e editada por Abílio Manoel, cantor, compositor, cineasta e meu querido amigo. O Janela das Loucas não existe mais, Abílio foi embora pro Céu. Escrevo porque tenho esse dom divino, mas devo ao Abílio este blog, devo ao Abílio a saudade que me acompanha diariamente. Fiz e faço deste blog uma homenagem a aquele que se tornou meu irmão, de alma e coração. Aqui o tema é variado: cotidiano, relacionamentos e comportamento, em prosa e versos.







11 de out de 2011

DIA DAS CRIANÇAS


Dia das crianças. O meu desejo, há vários dias, era escrever algo a respeito. Sou criança de vez em quando. Coitadinhos daqueles que tentam 100% de seu tempo ser adultos: são os insuportáveis de se conviver.
Que delícia quando uma criança nos convida: vamos brincar? Ossos emperrados e desobedientes, ter que sentar no chão, pular e correr. Ofegante e às gargalhadas, esquecer os problemas diários,voltar no tempo, voltar muitas décadas e reencontrar a criança que ainda mora dentro de si. E assim era a infância, a gente ria, corria, sonhava, ainda que a vida já se apresentasse nem tão cor-de-rosa assim. Invencíveis, assim éramos nós. Tínhamos superpoderes, olhar de raio X, os monstros sempre eram vencidos em nossas batalhas no jardim. Sem inimigos, sem muitos problemas, tudo tão simples! Joelhos esfolados, dedo cortado, dente quebrado. Uma lista sem fim de machucados que, muito depressa, ficaram cicatrizados. Medalhas de um tempo distante, quando a mãe nos chamava pontualmente: venha almoçar!
Nossas possantes bicicletas, os balões que subiam em direção ao céu, as pipas coloridas ao vento, as bolinhas de gude em tons azuis e esverdeados. Menino, volta pra casa! A rua era o nosso cenário, entre carrinhos de rolimã e disputas futebolísticas da molecada. Bombinha de cem, bombinha de quinhentos. Taco e polícia e ladrão. Um tanto explosivos,ocasionalmente, as experiências do kit de química causavam resultados inesperados. Esconde-esconde, entre árvores, de modo astuto. Que coisa boa era escutar: vamos brincar? Esperar o Papai Noel chegar, o bicho Papão não voltar. Passa-anel, amarelinha, brincar de casinha.
Feito passe de mágica a gente cresceu, quem parou de brincar simplesmente envelheceu. Um dia chegam os filhos, de novo correr e pular. Mais adiante chegam os netos, para nos exercitar e fazer reencontrar o começo de nossa história, quando voávamos corajosamente inspirados por nossos super-heróis favoritos. Um ciclo, uma ciranda, feito brincadeira de roda a vida se renova.
Hei,você! Vamos brincar?

2 comentários:

'Glenda Barros disse...

Sempre linda...
Texto saudosista, um ar poético, quase não termino de ler, as lembranças invadiram a mente...Tu se supera a cada tema, uma tremenda inspiração pra eu que estou de cá, só sondando, lendo e relendo suas experiencias...Ah qnd eu crescer, quero ser igual vc...rsrs
bju
saudades Divaaaaa

Cláudia disse...

Glenda,

Uma honra receber seu comentário! Admiro seu trabalho, tão bom ler tudo aquilo o que você escreve! Muito jovem e muito talentosa.
Seu elogio é, pra mim, um estímulo pra que eu continue nessa estrada difícil de quem deseja continuar com um blog,de quem escreve para tantas pessoas.
Beijo e carinho de sua leitora e fã!

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