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Apresentação

Este blog nasceu no blog Janela das Loucas, onde assinava "Diva Latívia". Ali permaneci durante muito tempo, como autora principal das crônicas do blog. Redescobri que escrever é vital pra mim, guiada e editada por Abílio Manoel, cantor, compositor, cineasta e meu querido amigo. O Janela das Loucas não existe mais, Abílio foi embora pro Céu. Escrevo porque tenho esse dom divino, mas devo ao Abílio este blog, devo ao Abílio a saudade que me acompanha diariamente. Fiz e faço deste blog uma homenagem a aquele que se tornou meu irmão, de alma e coração. Aqui o tema é variado: cotidiano, relacionamentos e comportamento, em prosa e versos.







22 de out de 2011

ESTE MUNDO É DOS LOUCOS


Larguei toda a papelada espalhada sobre a cama e resmunguei para as paredes: estou ficando louca!
Fui ao quintal, admirei o belo dia de sábado. As plantinhas ( pobres plantinhas) secas, pedindo água. Regador em punho, tratei de molhar a terra ressecada, dar às verdinhas o alimento necessário. Que diversão! Descalça, brincando com água. Sei lá quanto tempo assim fiquei, são tantos os vasos de plantas que herdei de minha mãe!
Voltei à realidade. Melhor cuidar logo dos papéis. Coisa mais chata. O sol continuava a brilhar lá fora. Liguei o notebook. Um e-mail, dois, três. Notícias sobre os jogos Pan-Americanos. Medalha, medalha, medalha!
Acabei aqui, o meu porto inseguro e predileto. Blog, doce blog. Lar, doce lar. E vocês ainda querem saber o que fiz com os papéis? Estão a me esperar. E eu aqui a delirar.
Lembrei-me de um filme muito antigo, fui ao Google procurar algo que me ajudasse a recordar quem era o ator principal. Alan Bates. O título: Este mundo é dos loucos, o título original é bem diferente: Le Roi de Coeur, tradução: O Rei de Copas. Pra quem não assistiu, afinal assisti há uns quarenta anos ( minha nossa!), o filme trata da Primeira Guerra Mundial de um jeito doce, atípico. Um soldado se refugia em um vilarejo francês, em plena invasão alemã. Com o desenrolar da trama, descobre tratar-se de um hospício, onde os loucos são muito mais felizes que os que se dizem “normais”.
Sim, estou ficando louca. Louca para picar os papéis. Mundinho burocrático, chato! Não sei o que eu tinha na cabeça quando resolvi cursar Direito e exercer a profissão. Naquela época sim, eu estava completamente louca. Ou será que eu era normal? Nem sei. Devo ter “pirado” entre um parágrafo e outro.
Termino o texto decretando que hoje é sábado, que mereço o descanso de uma brava guerreira. Que não vou mais ler esses documentos todos. Que fique tudo isso pra segunda-feira que, assim espero, vai demorar muito pra chegar.
E agora, com licença, vou dançar. Sozinha, pela casa. Ao som de músicas que embalaram minha adolescência nos saudosos anos 70. Louca, leve e solta.

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