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Apresentação

Este blog nasceu no blog Janela das Loucas, onde assinava "Diva Latívia". Ali permaneci durante muito tempo, como autora principal das crônicas do blog. Redescobri que escrever é vital pra mim, guiada e editada por Abílio Manoel, cantor, compositor, cineasta e meu querido amigo. O Janela das Loucas não existe mais, Abílio foi embora pro Céu. Escrevo porque tenho esse dom divino, mas devo ao Abílio este blog, devo ao Abílio a saudade que me acompanha diariamente. Fiz e faço deste blog uma homenagem a aquele que se tornou meu irmão, de alma e coração. Aqui o tema é variado: cotidiano, relacionamentos e comportamento, em prosa e versos.







25 de fev de 2012

TER A PIA!

E quem foi que disse que “felizes para sempre” seja algo mais que uma ilusão?
Amanheci desiludida. Fui preparar o café da manhã e a pia começou a encher sem escoar. Pensei que fosse o ralinho, mas que nada! Busquei aquele artefato indispensável. Não, não foi o desentupidor de pia, busquei Divo Latívio! Meio dormindo, com o humor deixando muito a desejar, Divo mexeu, remexeu e declarou: já era, deu problema no sifão da pia.
Casa nova, pia nova. O gaveteiro que mandamos fazer há apenas dois meses estava todo molhado, cheio de água com sabão, pedaços de salsinha, arroz e aquilo meio amarelinho não imagino o que seja.
Adeus almoço de sábado! Devolvi correndo a carne ao freezer, deixei de ir comprar os itens para a saladinha.
Divo, um tanto irritado, parecia um cirurgião de cérebro. Ia, vinha, as ferramentas batiam impiedosamente sobre a pia. Quebrou um copo, sujou dois panos de prato, respingou aquilo tudo no chão. E eu, só de longe, observando a situação.
Fui confundida com instrumentadora! – Diva, passe a chave de fenda. – Diva, passe o alicate. – Diva, passe o grifo! E foi aí que paralisei, deu branco. O que seria um grifo? E ele lá, com aquele mau humor corrosivo, o semblante fechado, impaciente, quiçá mal educado? – Cadê? Anda!
Foi assim que deixei Divo Latívio sozinho em casa. Ele, a pia, a chave de fenda, o alicate e toda a bagunça ao seu redor. Fui ao restaurante por quilo saborear uma deliciosa salada, depois fui ao cabeleireiro e fiz hidratação, escova e unhas. Saí de lá calmamente, parei na banca de jornal e escolhi uma revista.  Sem pressa, voltei pra casa.
Lá estava Divo, sentado no sofá, ar de doido, bebendo cerveja. A cozinha parecia cenário de inundação. Tudo sujo, molhado e bagunçado. Fingi não ver, fui pro quarto e, com fones de ouvido para escutar minhas músicas preferidas, li a revista todinha. Depois, dormi.
Falta de solidariedade? Nem sei. O fato é que, quando algo quebra, chamo um profissional para consertar. Divo não é encanador. Por isso mesmo, o sábado, pra mim, transcorreu normalmente. Já pro Divo... 

2 comentários:

Rita Fonseca Rosas disse...

Ah... Diva!!! Sou suspeita!!! Adoro suas crônicas!!! Amei novamente!!! No teclado de seu computador, tudo o que na vida da gente é trivial, se transforma numa saga, num momento heróico, num doce romance ou num momento desses ... alucinantes!!!
Diva!! você é minha diva!!! Bjs

Cláudia disse...

Rita,

Você é uma das minhas suspeitas preferidas!!! Obrigada pelo seu comentário. Adoro você!
Beijo

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