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Apresentação

Este blog nasceu no blog Janela das Loucas, onde assinava "Diva Latívia". Ali permaneci durante muito tempo, como autora principal das crônicas do blog. Redescobri que escrever é vital pra mim, guiada e editada por Abílio Manoel, cantor, compositor, cineasta e meu querido amigo. O Janela das Loucas não existe mais, Abílio foi embora pro Céu. Escrevo porque tenho esse dom divino, mas devo ao Abílio este blog, devo ao Abílio a saudade que me acompanha diariamente. Fiz e faço deste blog uma homenagem a aquele que se tornou meu irmão, de alma e coração. Aqui o tema é variado: cotidiano, relacionamentos e comportamento, em prosa e versos.







5 de mai de 2012

AQUILO O QUE "FAZ-ME RIR", INFELIZMENTE!


Assistir ao noticiário televisivo, ler notícias nos jornais, na internet, ouvi-las no rádio. Isso se tornou, pra mim, uma espécie de sacrifício que exige resistência emocional e até física. Meu estômago tem dado voltas e mais voltas, especialmente quando o tema é a falta de consciência, de respeito ao próximo, quando a origem da questão é o desamor.  Difícil recebermos uma notícia animadora, positiva. O desvio de dinheiro público, políticos que prometem o que jamais irão cumprir, acidentes trágicos, crimes diversos, injustiças muitas. A miséria, a fome, a dor. Onde encontrar a solução pra tamanho caos em nossa sociedade?Se cada um é responsável pelo resultado que temos agora, então eu tenho minha parcela de culpa em tudo isso. E você, leitor, leitora, infelizmente também é parcialmente responsável, afinal sua arma é o VOTO. 
Outro dia, estava saindo de uma agência bancária aqui, na minha cidade. Uma senhora idosa, idade aproximada de minha avó, caiu em um buraco na calçada, deixado por trabalhadores da companhia de água e esgoto. Um serviço que estava em andamento, de modo desleixado, lerdo e mal feito ( pra variar).  Ferida, foi auxiliada por mim e outros transeuntes.  E eu pensei no mundo que só piora, ao invés de melhorar. O que custava a aqueles trabalhadores terem deixado o entulho da obra encostado em um cantinho da calçada, colocado um alerta para orientar os pedestres? Falta de treinamento, talvez. Mas, acima de tudo, falta de consciência e civilidade. Desde o gesto simples de quem atira um papel no chão da rua, até atravessar o semáforo fechado, isso tudo é total falta de respeito ao próximo. Quantas situações ruins podem ser evitadas, desde que cada um de nós respeite normas simples de convivência? 
Perto de minha casa funciona um estabelecimento comercial clandestino, um bar. Nesse recinto, durante as noites dos finais de semana e feriados, comparecem conjuntos musicais e são muitos os frequentadores do local. Barulho que começa às 19h00 e segue até a madrugada. O volume do som, bem como o volume da cantoria, dos risos, gritos e brigas dos frequentadores, tudo isso impede o descanso daqueles que residem nas imediações desse bar. Resolvi denunciar o estabelecimento à prefeitura do meu município. Surpresa! Para denunciar ao “Psiu”, ou Programa de Silêncio Urbano, teria eu que me identificar, com nome, RG, telefone, endereço. E, para completar, esse comerciante irregular saberia quem sou. A medição do desrespeitoso ruído seria feito a partir de minha casa. E eu estaria à mercê da ira de alguém que, a princípio, é um péssimo cidadão, alguém que não recolhe impostos por ser clandestino, alguém que não se importa com a coletividade e que, talvez, poderia querer vingar-se de mim e de minha família.  Essa denúncia não pode ser feita anonimamente, isso antigamente era feito de modo anônimo, mas foi modificado.  É preciso dizer que essa mudança de regra favorece a um grupo reduzido, trata-se de uma jogada que beneficia meia-dúzia de interessados?
Tentei resolver isso falando com outros moradores, com vizinhos, mas o medo de ser identificado é geral. É o mal vencendo o bem. Ser correto, ser honesto é o mesmo que ser um “babaca”, sou exemplo disso.  Para dormir, tenho usado protetores de ouvido, aquelas bolinhas de silicone acopladas às orelhas. Incômodo, muito! Ando cansada, as noites têm sido mal dormidas. E, enquanto isso, nós, os cidadãos do bem, acordamos cedo para trabalhar e pagar os nossos impostos. Por essas e outras, as notícias têm chegado aos meus sentidos de modo agressivo.  Em quem confiar, se as leis são feitas sob medida para proteger quem trabalha de modo irregular, quem infringe leis e normas básicas de convivência?  Farta da falta de respeito, da falta de punidade, da falta de humanidade. Eu, cidadã, refletirei muito antes de votar neste, ou naquele candidato à Prefeitura e à Câmara Municipal de São Paulo. O meu voto será para quem demonstrar seriedade e capacidade de mudar minha cidade para melhor. Se esse candidato não existir, meu voto será NULO.  Sim, leitor, leitora, amanheci mal-humorada. A noite foi longa, ao ritmo de pagode, axé e música sertaneja. Ritmos que respeito, sem preconceito. Para dormir, mereço o silêncio. Eu mereço e você, que dá um duro danado todos os dias, merece também! E se a Prefeitura do Município de São Paulo dispuser-se a resolver a questão, basta entrar em contato comigo, que ANONIMAMENTE denunciarei o estabelecimento infrator. Leitores, sabem quando eles vão se preocupar comigo, ou com tudo isso? Isso faz-me rir, infelizmente.

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/zeladoria/psiu/index.php?p=8831

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