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Apresentação

Este blog nasceu no blog Janela das Loucas, onde assinava "Diva Latívia". Ali permaneci durante muito tempo, como autora principal das crônicas do blog. Redescobri que escrever é vital pra mim, guiada e editada por Abílio Manoel, cantor, compositor, cineasta e meu querido amigo. O Janela das Loucas não existe mais, Abílio foi embora pro Céu. Escrevo porque tenho esse dom divino, mas devo ao Abílio este blog, devo ao Abílio a saudade que me acompanha diariamente. Fiz e faço deste blog uma homenagem a aquele que se tornou meu irmão, de alma e coração. Aqui o tema é variado: cotidiano, relacionamentos e comportamento, em prosa e versos.







1 de jun de 2012

KKKKKKKKKKKKK!!!


Não sei de onde vem essa minha vontade de rir de tudo.  Risos que, via internet, expresso assim: KKKKKKK!!! Boba da corte, assim eu sou, esta eu sou.
Recordo-me de tempos idos, quando minha mãe, entendedora de física quântica e astronomia, filosofava longamente a respeito da quinta dimensão, do infinito, e eu, noite adiantada e sonolenta, mudava o assunto e comentava qualquer coisa banal. Puro balde de gelo, que cortava seu raciocínio e a fazia rir ao meu lado. Creio, ela admirava minha  capacidade de transformar qualquer tema em palhaçada.
Diva Latívia, esta que assino, nasceu de parto normal, sem dor, facilmente. Uma piadinha aqui, uma lembrança ali e “voilá”, eis-me aqui! Um blog que brotou entre risos.
Quanto mais séria a situação, mais minha cabeça trabalha a favor da piada. Seja o protagonista um sisudo professor, um motorista desastrado, um parente afastado, ou o amor da minha vida. O mais recente personagem  de minhas histórias está com tosse e seu nome é Bono Latívio, assim chamado, realmente. Um cão! Enquanto digito palavras, distraída, ele rói as minhas pantufas.
Quantos hoje se queixaram que o dia amanheceu frio e nublado? E eu? Eu saí pelas ruas com meu guarda-chuva de bolinhas cor-de-rosa. O pedreiro que trabalha em um edifício em construção, próximo à minha casa, ensaiou um elogio: - Ô, gostosa! E eu? Evidentemente, ri. Gostosa, eu? 51 anos de pura formosura, meu manequim saltou para o tamanho 44, comprei roupas novas e agora a cintura começa a parecer apertada. Enfim, acho que um pintor renascentista seria capaz de se apaixonar por mim à primeira vista. Michelângelo, provavelmente, pintaria um afresco comigo enrolada em algum paninho. Entre suspiros apaixonados, daria à obra um título divinal qualquer. Eu, musa colossal, tanto quanto o tamanho do meu traseiro. Na falta de um pintor renascentista, fui elogiada por um pintor de paredes. Nada mal!
Na volta pra casa, descobri que os dois elevadores do meu prédio estavam parados, um problema de ordem técnica havia ocorrido e demoraria duas horas para o conserto ser concluído. Precisei subir pela escadaria exatamente dezesseis andares. Eu ria a cada novo andar, lembrando a música do “passo do elefantinho”. Quando cheguei ao meu apartamento, sequer tinha forças para abrir a porta. Bono Latívio veio me receber, feliz de tão contente. Divo Latívio olhou-me estupefato. Eu estava suada, desconjuntada, carregava duas sacolas de compras que fiz na quitanda. Eu, frutas, legumes e verduras chegamos em casa sãos e salvos. O abacaxi  e os pés de alface puderam compreender o quanto foi divertido escalar tamanha altura.
Rir é um antídoto poderoso contra vários males. Quem ri espanta pra longe de si uma série de amarguras, maus pensamentos, problemas diversos, e também afasta gente nociva, nefasta. E eu, que rio e faço rir, fiz deste dia mais uma piadinha. Sexta-feira nublada, chuvosa, um tanto friazinha. Bela sexta-feira, dia de desligar o computador, sair do escritório, alcançar a rua, afrouxar a gravata, trocar o tailleur por roupas civis e se divertir, descansar, celebrar a vida.
Escolhi rir. E você?







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