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Apresentação

Este blog nasceu no blog Janela das Loucas, onde assinava "Diva Latívia". Ali permaneci durante muito tempo, como autora principal das crônicas do blog. Redescobri que escrever é vital pra mim, guiada e editada por Abílio Manoel, cantor, compositor, cineasta e meu querido amigo. O Janela das Loucas não existe mais, Abílio foi embora pro Céu. Escrevo porque tenho esse dom divino, mas devo ao Abílio este blog, devo ao Abílio a saudade que me acompanha diariamente. Fiz e faço deste blog uma homenagem a aquele que se tornou meu irmão, de alma e coração. Aqui o tema é variado: cotidiano, relacionamentos e comportamento, em prosa e versos.







2 de fev de 2013

TEXTOS COLHIDOS EM CAMPOS FLORIDOS


Há algumas semanas recebo mensagens diversas de leitores deste blog com a seguinte reclamação: DIVA LATÍVIA, ONDE ESTÃO SEUS NOVOS TEXTOS?
Boa pergunta, queridos leitores.Os meus novos textos estão...Hã... Estão... Não sei onde eles foram parar. Já comecei frases que deletei, já joguei na lixeira do computador ( e na lixeira de papel) textos que reli e não gostei. Às vezes, surge uma ideia nova. Porém, essa ideia nova costuma ser inoportuna, teima em surgir em meio a uma reunião de trabalho, por exemplo. Não anotá-la é o suficiente para que a danada vá embora, sem deixar um só rastro de lembrança em minha cabecinha ocupadíssima com os afazeres diários.E assim, em minha rotina, deixo os textos em algum lugar.
Estava sentada na varanda de casa, em uma noite enluarada. As luzes da cidade de São Paulo apagam as estrelas. Sentei-me na rede e comecei a matutar. Viver em uma grande cidade compromete não apenas os pulmões, mas também a saúde emocional de qualquer ser vivo. A poluição do ar, da água, a poluição visual e sonora. O trânsito, o medo de sair de casa e sofrer alguma espécie de violência. Os alimentos comprados em hipermercados, a falta de qualidade das frutas, legumes e verduras. Quanto agrotóxico!  Mais e mais estou descontente com esse modo de vida que, pra mim, fez sentido enquanto eu era jovem, estudava e trabalhava nesta imensidão de concreto cinza.
Quero o mato. Quero pisar descalça na grama úmida do orvalho da manhã. Quero observar o voo de pássaros e insetos em meu pomar. Quero sentar-me sob uma mangueira e me lambuzar com seus frutos suculentos, sem me importar com o dia da semana, ou o horário.  Quero, preciso com urgência, fugir da cidade de São Paulo, definitivamente.
Meus novos textos residem em alguma cidadezinha pacata, entre montanhas. As letrinhas aguardam ansiosas para serem por mim reunidas em frases, feito um campo de flores a enfeitar o olhar de quem o admira. Textos à beira do fogão à lenha, textos artesanais, sem corantes, conservantes, saudáveis e naturais. Essa a morada de meus textos, ali eles estão. Enquanto esse dia não chega, eu me conformo com o pequeno palmo de céu que consigo visualizar da sacada do meu apartamento.  Segue aqui, para vocês, mais um texto urbano, semente que lanço em direção à serra.

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