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Apresentação

Este blog nasceu no blog Janela das Loucas, onde assinava "Diva Latívia". Ali permaneci durante muito tempo, como autora principal das crônicas do blog. Redescobri que escrever é vital pra mim, guiada e editada por Abílio Manoel, cantor, compositor, cineasta e meu querido amigo. O Janela das Loucas não existe mais, Abílio foi embora pro Céu. Escrevo porque tenho esse dom divino, mas devo ao Abílio este blog, devo ao Abílio a saudade que me acompanha diariamente. Fiz e faço deste blog uma homenagem a aquele que se tornou meu irmão, de alma e coração. Aqui o tema é variado: cotidiano, relacionamentos e comportamento, em prosa e versos.







24 de jun de 2014

A PALAVRA "DESTINO"

Quando eu era criança, apesar da insistência familiar para que eu pronunciasse corretamente as palavras, havia um substantivo abstrato que eu confundia. A palavra “destino” eu trocava pela palavra “intestino”. O meu “intestino” deveria ser de conto de fadas. Não é à toa que o final de algumas de minhas histórias nunca cheirou muito bem.
Intestino, quando solto, é uma tragédia, quando preso, uma desgraça. Do primeiro beijo ao adeus, do Lactopurga ao Imosec, jamais pude aceitar os reveses do “intestino”.
Até hoje, quando algo foge do meu controle, a barriga dói e a fada madrinha desaparece. A carruagem se transforma em abóbora, mistérios intestinais. Miséria do destino.
Não que a vida não cheire muito bem, mas é incrível a estranha coincidência. Sorte (ou falta de), tudo no final se transforma em texto, alguns escritos com batom em papel higiênico, emergência criativa.
Desídias, disenterias, pra isso não há purgante, ou antidiarreico que resolva. Desculpem a história, veio de minhas entranhas: o meu “intestino” não anda lá muito bem. Coisa do destino!

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