É proibida a reprodução não autorizada dos textos deste blog, de acordo com a Lei nº9.610, de 19 de fevereiro de 1998, que regula os direitos autorais.

Apresentação

Este blog nasceu no blog Janela das Loucas, onde assinava "Diva Latívia". Ali permaneci durante muito tempo, como autora principal das crônicas do blog. Redescobri que escrever é vital pra mim, guiada e editada por Abílio Manoel, cantor, compositor, cineasta e meu querido amigo. O Janela das Loucas não existe mais, Abílio foi embora pro Céu. Escrevo porque tenho esse dom divino, mas devo ao Abílio este blog, devo ao Abílio a saudade que me acompanha diariamente. Fiz e faço deste blog uma homenagem a aquele que se tornou meu irmão, de alma e coração. Aqui o tema é variado: cotidiano, relacionamentos e comportamento, em prosa e versos.







8 de nov de 2014

O TEMPO CORRE LIGEIRO

A bateria do meu relógio de pulso havia terminado. O relógio ali parado, algo que me causava mal estar, a sensação de que a energia ao meu redor estava paralisada e precisava, com urgência, voltar a fluir. Fui ao relojoeiro e troquei por uma bateria nova. A hora certa, os ponteirinhos  a girar e girar. Parecia que o controle do meu destino estava em meu pulso esquerdo, novamente eu era dona de minha vida. 
O tempo passou, vieram as festas de final de ano, depois as férias de verão, a volta ao trabalho, os feriados, finais de semana, todos os acontecimentos felizes e difíceis do ano. E as horas a rodar e rodar.
Outro dia, quando olhei para o relógio, os ponteiros estavam novamente parados. A bateria havia, mais uma vez, terminado. Indignada, voltei ao relojoeiro e reclamei: - Outro dia troquei essa bateria!
Foi assim que descobri que havia passado o tempo: um ano e dez meses se foram, sem que eu percebesse. Com o relógio a trabalhar, sentei-me à frente do notebook e cá estou a contar-lhes essa história. 
O tempo é maratonista, medalhista de ouro das olimpíadas da vida. Corre tão depressa que parece um vulto a passar. Nesses vinte e dois meses tanta coisa aconteceu, algumas coisas mudaram, outras deixaram de ser. Ficaram tantos planos de lado, coisas por fazer. Atire a primeira bateria de relógio quem nunca se assombrou com o tempo a voar. A vida passa sem a gente perceber, é preciso viver.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui o seu comentário!