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Apresentação

Este blog nasceu no blog Janela das Loucas, onde assinava "Diva Latívia". Ali permaneci durante muito tempo, como autora principal das crônicas do blog. Redescobri que escrever é vital pra mim, guiada e editada por Abílio Manoel, cantor, compositor, cineasta e meu querido amigo. O Janela das Loucas não existe mais, Abílio foi embora pro Céu. Escrevo porque tenho esse dom divino, mas devo ao Abílio este blog, devo ao Abílio a saudade que me acompanha diariamente. Fiz e faço deste blog uma homenagem a aquele que se tornou meu irmão, de alma e coração. Aqui o tema é variado: cotidiano, relacionamentos e comportamento, em prosa e versos.







17 de fev de 2016

IDEIAS EM BRANCO ( a desilusão de uma blogueira com mania de escrever)

Escrever é algo natural, para quem viveu entre livros e poetas muitos. Mas, escrever e publicar em um blog, isso é questão de ...
Estava nesse trecho do texto quando, sem mais e nem menos, padeci do que, popularmente, é chamado “branco”. Deu branco, as palavras sumiram. Sim, fugiram, foram para o mesmo lugar onde sempre estiveram. Correram todas juntas para dentro dos livros da imensa biblioteca do meu avô José.  Talvez, estejam agora em algum tratado de Direito Internacional, ou na primeira edição de O Único Amor de Ana Maria, de Isa Silveira Leal. Brincaram de esconde-esconde em algum dos muitos volumes do Sítio do Pica-Pau Amarelo, de Monteiro Lobato. Observam-me agora do alto de uma das imensas estantes de madeira perfumada de meu avô, a fingir que não existo. E eu, que teimo em escrever, agora pergunto: onde estão os parágrafos, as rimas, o ponto final? De que vale a vida sem expressar-me em letrinhas?
Tentei continuar o texto: isso é uma questão de fé. 
Sim, é preciso ter fé para acreditar no próprio texto. Fé na ponta dos dedos, fé na vida que fica registrada em contos breves e, tantas vezes, ninguém lê. Hoje em dia ninguém tem tempo. Quem tem tempo, não perde o tempo. E eu? Ah, eu escrevo no blog.
Tentei novamente: isso é uma questão de fé e coragem.
Coragem, porque sou uma escritora desconhecida, com textos e mais textos escritos, alguns perdidos em blogs por aí, ideias roubadas, pirateadas. Há um livro que escrevo e está pela metade, porque não salvei em pendrive os meus arquivos, o computador se foi, os textos desmaiaram com ele. Sou alguém que alguns consideram uma blogueira com mania de escrever, de vez em quando perco a coragem, vejo minha fé ficar miudinha como a chama de uma vela quase no fim. E as palavras todas correm para um esconderijo distante, demoram a ressurgir. E, mesmo assim, eu escrevo.
Fé, coragem. Aqui está mais uma história breve, sem qualidade literária, de acordo com os entendidos, mais um registro do que eu escrevi. Eu, a blogueira persistente com sua fé, coragem e mania de tanto escrever.  Talvez, minha lagoa seja outra. Talvez, no meio literário eu seja o patinho feio. Gosto mesmo é de teledramaturgia, coisas que se escreve sem os aplausos dos eruditos. E aplausos, isso eu dispenso. O que eu quero é escrever. Até que enfim, encontrei o ponto, falta agora encontrar a rima.

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